Uva de qualidade tem de ser colhida na hora certa. E a palavra do técnico é a que vale antes da entrada do pessoal da colheita. A uva tem que estar com o grau de açúcar, preferencialmente, acima de 20.
E produzir vinho de primeira, nos dias de hoje, é um processo que mais depende das máquinas do que do homem. Desde a chegada da uva que vai para a moagem em esteiras até a retirada dos cachos, tudo é automático.
A mão humana entra apenas para dar o toque final antes da fruta ir para a fermentação. Os laboratórios também são peças importantes no processo de fabricação das bebidas. “Neles são analisados vários aspectos, entre eles, se o produto não está avinagrado”, diz a enóloga Thaís Klain.
Cada tipo de vinho tem o seu tempo de envelhecimento nas barricas de Carvalho e madeira também fica velha para o processo. A vida útil de cada uma é do no máximo cinco anos.
As barricas, normalmente, são importadas da França e dos Estados Unidos. Cada uma armazena,em média, 225 litros do produto. “A madeira deixa o vinho mais macio na hora de consumir”, diz o enólogo Gimar Sinigaglia.
O resultado do trabalho feito nas vinícolas é mostrado todos os anos na Fenavinho, a maior feira do gênero no País. Este ano, a mostra reuniu 93 empresas, entre pequenas e grandes, uma oportunidade não só para mostrar o vinho, mas também os derivados, como os cosméticos feitos com a fruta. E se dizem que o vinho é bom para a saúde, os derivados são melhor ainda.
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