“Armani das frutas”. É assim que os especialistas costumam se referir à physalis, também
conhecida como juá de capote ou camapu. Bastante comum na região da Amazônia, a fruta começa a ganhar pequenos produtores de São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atraídos pela alta rentabilidade do negócio. Em apenas um hectare, é possível conseguir produção de até 12 toneladas. Para satisfação dos produtores, o quilo da fruta é vendido entre R$ 30,00 e R$ 60,00. O consumidor final chega a pagar R$ 120,00.
A referência à grife internacional é inspirada na singularidade da fruta. “Não dá pra descrever, comparar sensações. Além do aspecto charmoso, que favorece também uma função ornamental, o sabor é inconfundível, o suco é delicioso e com o chocolate também tem um casamento perfeito”, relata o pesquisador Arnaldo Moschetto, que desde 1999 realiza um trabalho de aclimatação e melhoramento genético para adaptar as plantações a outras regiões do País.
Segundo ele, o custo de produção para um hectare não ultrapassa R$ 15 mil, considerando insumos, mão-de-obra e outras despesas. Junto com as sementes, atualmente produzidas na Estação Experimental Santa Luzia, em Guareí (SP), o produtor interessado também recebe um livro com o passo-a-passo das técnicas de produção. O material foi elaborado em parceria com a Universidade Federal de Pelotas e de Santa Catarina, que vêm se dedicando ao estudo das propriedades da physalis.
Hoje, o maior produtor da fruta no mundo é a Colômbia, com uma safra anual que varia entre 800 e mil toneladas, totalmente voltada ao mercado externo. É a segunda fruta mais exportada do país, perdendo apenas para a banana. No Brasil, a produção anual ainda não passa de seis toneladas. “É uma cultura nova, mas com grande potencial. Por isso, o objetivo, agora, é popularizar o cultivo entre pequenos e médios produtores rurais brasileiros para transformar o País de importador a exportador da fruta”, afirma o pesquisador.
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